Segredos de sedimentos: uso da cromatografia de íons para analisar a formação de sedimentos em óleos de aquecimento
22/01/2015

Em estudo publicado recentemente, Kerkering e Andersson investigaram a formação de sedimentos em vários óleos de aquecimento biogênicos e fósseis, bem como misturas de ambos ao longo de um período de armazenagem de dois anos.

Enquanto alguns dos resultados confirmaram fenômenos conhecidos, tais como a oxidação dos ésteres metílicos de ácidos graxos (FAMEs) em biodiesel, outros foram mais surpreendentes. Mais precisamente, os autores descobriram evidências de que a composição química da fracção fóssil em misturas de óleos de aquecimento tem uma forte influência sobre a taxa de formação de sedimento.

Para estudar a influência do armazenamento à longo prazo de diferentes óleos de aquecimento (biogênicos, fóssil e misturas) e para investigar as mudanças na sua composição, os óleos foram armazenados por um período de 12-24 meses em temperaturas próximas à ambiente (40°C) e analisadas com diferentes técnicas (espectroscopia de infravermelho, cromatografia de íons, cromatografia por exclusão, cromatografia gasosa, e de espectrometria de massa) a cada 6 semanas.

Devido ao fato de que uma das duas misturas dos óleos de aquecimento estudados formou muito mais sedimento do que o outro, os autores concluíram que “a composição química do óleo de aquecimento fóssil pode influenciar a taxa de formação de sedimentos [...] sugerindo que talvez aditivos de combustível podem oferecer um meio de reduzir esta taxa”. Quanto ao que exatamente agrava esse efeito em combustíveis fósseis e por que algumas misturas são estáveis no que diz respeito à formação de sedimentos e outros não, são perguntas que precisam de uma investigação mais aprofundada, como apontam os autores na conclusão de seu artigo.

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